terça-feira, 13 de setembro de 2011

6 de Abril '96 - Sveva Casati Modignani


Sinopse:
Numa manhã de Verão, na igreja milanesa de San Marco, uma jovem e belíssima mulher é brutalmente atacada. Quando desperta da delicada cirurgia a que foi entretanto submetida tem perante si a difícil tarefa de recuperar a sua própria identidade, já que a violência de que foi vítima lhe provocou a perda da memória. As recordações avivam-se pouco a pouco e é penosamente que ela recompõe a sua história e a da sua família. Mas é um processo doloroso, pois Irene Cordero – é este o seu nome – carrega consigo uma pesada herança. Já a mãe e a avó haviam pago caro as tentativas de seguir os ditames do seu coração, violando a moral, as convenções e a cultura de um mundo rural que as obrigava à submissão e à obediência; um doloroso estigma que tão- pouco poupa Irene que, com apenas dezoito anos, abandona o campo e parte em busca do seu próprio caminho. Porém, não obstante o sucesso profissional e o bem-estar económico, Irene não consegue encontrar o equilíbrio emocional. Será necessária uma crise profunda para que ela encontre forças para se renovar, para fazer as pazes com o passado e para aguardar o amanhã com serenidade e confiança.
Um romance intenso e empolgante dedicado às mulheres: as de ontem, que lutaram por assumir as rédeas do seu próprio destino, e as de hoje, que têm a sorte de poder usufruir da autonomia conquistada. Porque não há liberdade maior do que a que nos permite ser e viver segundo a nossa vontade.

Opinião:

Sveva Casati Modignani é uma das minhas autoras preferidas desde há muito tempo, nunca li um livro escrito por ela que me desiludisse e devo dizer que este 6 de Abril '96 não foi excepção.
É uma leitura leve, que se torna viciante à medida que vamos entrando na história da vida de Irene e das mulheres que fizeram parte da sua vida - a mãe Rosanna e a avó Agostina. Gostei especialmente da parte que fala desta última, pois era uma mulher forte e determinada, com um grande desejo de independência. 
O livro alterna o passado e o presente, uma forma de escrita que me agrada particularmente, pois quebra a monotonia da história do ataque de Irene que, por si só, não apresenta grande interesse. 
Embora o livro seja bastante bom, não consegui mesmo "encarar" com a Irene que, para mim é a personagem menos conseguida no livro.
Gostei bastante do livro, demorei algum tempo a pegar-lhe, mas assim que o fiz li-o avidamente. Recomendo!

Classificação: 4/5

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