segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Bandolim do Capitão Corelli - Louis de Bernières


Sinopse:
A ilha grega da Cefalónia, aparentemente bendita pelos deuses, vai ser palco, a partir de 1939, de uma série de dramáticos acontecimentos. À ocupação italiana sucede-se a invasão alemã, com o seu cortejo de execuções. Depois de 1945 é a vez de os comunistas imporem a sua lei. E quando, finalmente, a paz parecia ter regressado, o mortífero terramoto de 1953 devastou toda a ilha. No meio de tantos dramas, como se tecem os destinos individuais? Um amor tão frágil, como o da Pelágia, a bonita grega, e do sedutor capitão Corelli pode resistir? Resiste-se ao ódio, ao medo, à fome, à loucura e à morte? É possível continuar a viver quando nada mais resta para lhes opor senão memórias, um resto de ternura, música – ah! A música de um certo bandolim...?

Opinião:
Li este livro duas vezes, e fi-lo pois a primeira vez que o li era ainda muito nova e, embora tivesse gostado dele dessa vez, não o compreendi como merecia ser compreendido. Tenho por hábito reler livros, mas esta vez, mais do que uma re-leitura, foi uma redescoberta das belas paisagens e das encantadoramente provincianas gentes de Cefalónia e da música inebriante de um bandolim napolitano. 
Este não é o típico romance, em que fica sempre tudo bem e os maiores desgostos são os de amor; não, neste livro todos sofrem na pele as agruras da guerra e da traição e não somos poupados a retratos das situações mais repulsivas, no entanto,o autor tece os cenários mais belos e os amantes mais sonhadores.
Em suma, é um livro único- é uma miscelânea de romance, ironia, sátira e tristeza - que mistura os factos reais dos tormentos de uma ilha e dos seus habitantes com os seus personagens ficcionais dotados de enorme realismo. De facto, acho que são os personagens que dão cor a toda a obra pois estão muitíssimo bem construídos, e embora tenham todos histórias de vida tão diferentes, estas complementam-se na perfeição.
A escrita do autor é magnífica, principalmente quando descreve.As sátiras políticas são bem divertidas assim como a credulidade e supersticiosidade dos ilhéus, os episódios do padre Arsenios e as guerras entre um comunista e um socialista que, no fim de contas são os melhores amigos.
O história entre Corelli e Pelagia é também muito bonita, mas fiquei um bocado descontente com o final.
De qualquer das formas é um dos melhores que já li e recomendo a toda a gente!

Classificação: 5/5

2 comentários:

  1. Já vi o filme e lembro-me que gostei muito. A tua opinião deixou-me curiosa acerca do escritor. Mais um que fica registado na minha lista.
    Bjs e boas leituras.

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  2. O filme também é giro, mas acho que não capta a beleza do livro.Nunca li nada assim, é mesmo único.
    Bjs

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