quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Rapariga que roubava livros - Markus Zusak


Sinopse:
Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

A minha opinião:
Terminei a leitura deste livro na noite passada e devo dizer que deixou uma impressão tão grande em mim, que ainda agora penso na história. É sem dúvida um livro que vale a pena mas, aviso já os mais sensíveis : leiam-no com uma caixa de lenços ao lado! Eu, que me considero muito insensível nesse aspecto, não consegui ficar indiferente à história de Liesel tão peculiarmente narrada pela própria morte.
O que mais me marcou ao longo do livro foi sem dúvida a magnífica relação de Liesel com o seu "papá" e as marchas de judeus ao logo de Molching ( e o final é claro!). De um modo geral, a história é contada num tom algo lúgubre e os personagens encontram-se envoltos na aura negra do nazismo- se estão à procura de algo descontraído e de uma leitura "leve", não me parece que este seja o livro adequado. Os momentos mais enternecedores são sem dúvida as "traquinices" de Liesel e Rudy (o vizinho do lado), as sessões de leitura dos livros roubados, com o papá e o desenvolver da amizade entre Liesel e Max, o pugilista judeu.
É um livro que marca a diferença, pela forma como encara a morte, o amor, a amizade e no cerne de tudo o poder da palavra e o amor aos livros.

Personagens preferidos :
Hans Huberman, pelo amor e bondade incondicionais.
Max Vanderburg, por retratar a natureza humana, pela sua história de vida, pela sua vontade de viver e as consequências que sofreu por causa de tudo isso.
Rudy Steiner, pela alegria e vivacidade que traz ao livro.
Liesel Meminger, por ser uma rapariga tão diferente e pelo seu amor aos livros e às pessoas.

Classificação: 5/5

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