quinta-feira, 14 de abril de 2011

Heroína Literária do Mês : Jane Eyre

     Como muitos de vocês devem saber, no dia 21 deste mês estreia entre nós a mais recente adaptação cinematoráfica do mais que famoso clássico inglês "Jane Eyre", da fantástica escritora Charlotte Bronte (irmã da Emily Bronte que escreveu "O Monte dos Vendavais"). Então nada melhor do que inaugurar esta série de posts "Heroína Literária do Mês" com nada mais nada menos que a Jane Eyre.
      Jane começa por ser logo de início uma personagem feminina atípica, principalmente para a literatura da época. É-nos apresentada como uma criança inteligente e imaginativa,com um enorme medo do desconhecido, movido  por uma crença absurda em superstições que, no livro, se materializam no horror de ver o fantasma do tio. Na verdade, Jane é uma órfã que, desde muito nova, é acolhida pelo irmão da falecida mãe que, por sua vez, acaba por morrer pouco depois de ela ter chegado à sua casa e a menina tem de lidar com os constantes castigos e humilhações da tia e dos primos. Sendo considerada um fardo para a família, Jane é mandada para um colégio interno onde passa muitas provações, mas onde encontra a sua primeira amiga. Durante os anos no colégio, Jane destaca-se como aluna e, terminada a sua formação, consegue o cargo de professora . No entanto , não é isso que pretende e procura trabalho como perceptora. Acaba por ser aceite como perceptora de uma menina francesa em Thornfield Hall. Esta menininha estava à guarda de um tal de Edward Rochester que se encontra permanentemente em viagem.
    Quando Jane e Rochester se conhecem começa a verdadeira história - conseguem cativar-se mutuamente, pois são dois seres desligados do mundo. Jane é uma jovem mulher com ideias de independência, com um grande carácter e extremamente conscienciosa e não sendo a normal donzela frágil que necessita de alguém que a salve das complicações é, na realidade, ela que acaba por salvar Rochester da loucura.
     A Jane é sem dúvida alguma uma personagem feminina marcante e muito bem desenvolvida e,ao longo do livro, temos acesso aos seus pensamentos e opiniões. Extremamente consciente da fé que a move, tem uma maneira muito própria de ver a religião e aquilo em que acredita, a liberdade e o dever. A sua história fala-nos de amor, mentira, felizes coincidências e de laços que nos transcendem. Leiam o livro,antes de ir ver o filme. Realmente vale a pena.

Um comentário:

  1. Parabéns pelo blog! Muito feminino e com bons conteúdos. Vais no caminho certo. :)

    Percebi que és apreciadora de Jane Eyre. Pois então fica atenta que no meu blog, a partir de amanhã e até dia 21, vai rolar um passatempo. ;)

    Boa sorte e boas leituras!

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