quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mulherzinhas- Louisa May Alcott






Sinopse (da Wook):

Publicada em 1868, esta obra segue as vidas, os amores e as tribulações de quatros irmãs que crescem durante a Guerra Civil Americana. A história é baseada nas experiências de infância que a autora partilhou com as suas verdadeiras irmãs, Anna, May e Elizabeth. Aqui, as protagonistas são Jo, Meg, Beth e Amy.

Opinião:
Terminei este livro com a sensação que o devia ter lido quando era mais nova.Claro que a história das quatro irmãs me cativou, aliás, fez mais do que isso- conseguiu comover-me, no entanto acho que a minha visão mais madura do mundo nesta altura contribuiu para que o livro perdesse um pouco do encanto que suscitaria numa leitora mais nova. 
Mesmo assim, este livro é fantástico,tem uma história muito tocante e ternurenta em que os personagens são muito bem comportados, generosos e humildes quando erram. Claro que as pessoas não são assim no mundo real, por isso, acho que esta pode ter sido a tentativa da autora de inspirar bons valores às suas jovens leitoras.
Em suma, gostei bastante do livro e as personagens são adoráveis, gostei muito de Jo, acho-a parecida a mim no temperamento alegre e imaginativo e as aventuras das meninas e do seu amigo Laurie vão ficar bem gravadas na minha memória.
É um livro realmente encantador que me deu vontade de ser criança outra vez. Recomendo!


Classificação: 5/5

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Guerra dos Tronos e A Muralha de Gelo - George R.R. Martin


Os dois livros da versão portuguesa constituem o livro "A Game of Thrones" na versão original, por isso decidi que seria melhor analisá-los em conjunto,como um só.
Já tinha ouvido falar muito desta série, principalmente desde que saiu a versão televisiva nos Estados Unidos, mas nunca tinha pensado dar-lhe uma oportunidade.
A história centra-se em Lorde Eddard Stark, senhor de Winterfell e protector do Norte, casado com Catelyn e pai de Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon e do bastardo Jon Snow. Quando Lorde Stark é convidado pelo Rei Robert Baratheon para ser a sua Mão (conselheiro) após a misteriosa morte de Jon Arryn, a Mão anterior, abandona a sua casa no Norte e parte rumo à capital do reino, Porto Real. A partir daí muitas coisas acontecem e seguimos os personagens nos seus percursos isolados, através de travessias complicadas, descobertas dolorosas e muitas delas escandalosas, traições, confrontos e batalhas sangrentas. 
O livro está classificado como fantasia, mas eu de fantasia pouco vi, tirando os dragões e os "Outros" e algumas superstições, para mim o livro basicamente é uma versão imaginativa, passada num mundo inventado, da Idade Média. Temos cavaleiros em armaduras reluzentes, batalhas e intrigas, esquemas políticos e conspirações contra a Coroa, toda a escumalha do mundo reúnida num punhado de personagens, quase conseguimos sentir a sujidade das ruas e o cheiro das batalhas. Não é um livro para corações moles, não é um romance. O autor não poupa os personagens, todos sofrem e se preocupam, todos sentem na pele a derrota e a dor. As descrições são bastante realísticas, sentimos na pele as emoções dos personagens, estamos lá quando alguém morre e sentimos a adrenalina das perseguições e das batalhas. 
Não há bons nem maus, há apenas pessoas a defenderem-se a si e ao que lhes pertence, na maior parte dos casos, há pessoas a defender os próprios interesses. A maioria são mentirosos e dissimulados, são poucos os honrados e os corajosos e nunca percebemos quem é leal ou quem é um traidor até que o autor, em reviravoltas surpreendentes, no-lo revela. 

Classificação: 5/5

6 de Abril '96 - Sveva Casati Modignani


Sinopse:
Numa manhã de Verão, na igreja milanesa de San Marco, uma jovem e belíssima mulher é brutalmente atacada. Quando desperta da delicada cirurgia a que foi entretanto submetida tem perante si a difícil tarefa de recuperar a sua própria identidade, já que a violência de que foi vítima lhe provocou a perda da memória. As recordações avivam-se pouco a pouco e é penosamente que ela recompõe a sua história e a da sua família. Mas é um processo doloroso, pois Irene Cordero – é este o seu nome – carrega consigo uma pesada herança. Já a mãe e a avó haviam pago caro as tentativas de seguir os ditames do seu coração, violando a moral, as convenções e a cultura de um mundo rural que as obrigava à submissão e à obediência; um doloroso estigma que tão- pouco poupa Irene que, com apenas dezoito anos, abandona o campo e parte em busca do seu próprio caminho. Porém, não obstante o sucesso profissional e o bem-estar económico, Irene não consegue encontrar o equilíbrio emocional. Será necessária uma crise profunda para que ela encontre forças para se renovar, para fazer as pazes com o passado e para aguardar o amanhã com serenidade e confiança.
Um romance intenso e empolgante dedicado às mulheres: as de ontem, que lutaram por assumir as rédeas do seu próprio destino, e as de hoje, que têm a sorte de poder usufruir da autonomia conquistada. Porque não há liberdade maior do que a que nos permite ser e viver segundo a nossa vontade.

Opinião:

Sveva Casati Modignani é uma das minhas autoras preferidas desde há muito tempo, nunca li um livro escrito por ela que me desiludisse e devo dizer que este 6 de Abril '96 não foi excepção.
É uma leitura leve, que se torna viciante à medida que vamos entrando na história da vida de Irene e das mulheres que fizeram parte da sua vida - a mãe Rosanna e a avó Agostina. Gostei especialmente da parte que fala desta última, pois era uma mulher forte e determinada, com um grande desejo de independência. 
O livro alterna o passado e o presente, uma forma de escrita que me agrada particularmente, pois quebra a monotonia da história do ataque de Irene que, por si só, não apresenta grande interesse. 
Embora o livro seja bastante bom, não consegui mesmo "encarar" com a Irene que, para mim é a personagem menos conseguida no livro.
Gostei bastante do livro, demorei algum tempo a pegar-lhe, mas assim que o fiz li-o avidamente. Recomendo!

Classificação: 4/5