sexta-feira, 24 de junho de 2011

Música do dia - Patrick Stump: Spotlight (Oh Nostalgia)


Do primeiro trabalho a solo, ainda por lançar, do fantástico vocalista dos Fall Out Boy. Existe ainda outra versão desta música Spotlight(New Regrets).

Theme Thursday - Pessoa do sexo masculino

Theme Thursdays é uma rubrica semanal, que funciona de quinta a quinta, organizada pela kavyen do blog Reading between Pages. 

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Um tema será colocado online todas as semanas (à quinta)
  • Pegar no livro que estamos a ler e escolher uma conversa/fragmento/frase
  • Mencionar o autor e o título do livro no post
  • É importante que o tema seja mencionado na frase (embora esta não tenha, necessariamente, de conter a palavra)
O tema desta semana é - PESSOA DO SEXO MASCULINO 



" O pastor, Alekos, tão desacostumado à companhia dos homens que até para falar consigo mesmo lhe escasseavam as palavras, mexeu-se extremunhado debaixo da sua coberta de peles, estendeu a mão para sentir a tranquilizadora coronha da espingarda e mergulhou de novo no sono."

página 28, "O Bandolim do Capitão Corelli" de Louis de Bernières

Filme - Blue Valentine



Sinopse (Sapo Cinema) :
Blue Valentine é a história da descoberta do amor e do amor que se perde, em momentos do passado e do presente. Este retrato tocante e honesto conta com Ryan Gosling e Michelle Williams, nos papéis de Dean e Cindy, um casal que passa uma noite longe da filha, na tentativa de salvar o seu casamento. Justapostos com cenas lúdicas que traçam o seu namoro romântico de seis anos, Goslin e Williams viajam através do desgosto brutal de promessas quebradas e de um amor que está perto do fim.

Opinião:
Blue Valentine foi um dos filmes mais excruciantes que já vi. Deixa um vazio, uma tristeza sincera e sentida.
É extremamente tocante a forma como o filme retrata o nascimento de um amor puro e sólido que, com o tempo, se desmorona e deixa ambos mudados - no final não são mais as mesmas pessoas. 
Achei-o realizado com uma sensibilidade e realismo extremamente dolorosos. Não me parece que seja um filme que todos possam apreciar devido, principalmente, ao retrato devastador que faz do que resta quando o amor morre. Pessoalmente, achei o filme fantástico, embora um tanto melancólico. Gostei da forma como a história de como Dean e Cindy se apaixonaram se entrelaça com a história de como se afastam, cria momentos de alegria alternados com outros mais tristes, o que evita que o filme se torne pesado, além disso os actores principais são fantásticos.
Recomendo!

Classificação: 4/5



terça-feira, 21 de junho de 2011

Heroína Literária do Mês: Anne Elliot


Li "Persuasão" com um entusiasmo e uma dedicação quase obsessivos. Fascinou-me e transportou-me tão longe no tempo e no espaço, que não pude deixar de me sentir parte da própria estória. Anne Elliot, embora não seja a minha protagonista preferida de sempre, deixou também a sua marca , por ser uma personagem feminina tão fora do vulgar para a época.  
Anne é a filha do meio de um baronete vaidoso e afectado, completamente negligente em relação às filhas e alheio a tudo o que não seja sobre si próprio. Anne perdeu a mãe muito jovem e conta com a protecção da sua madrinha e amiga Lady Russel. Anne é bondosa, paciente e sensata ao contrário das suas duas irmãs, Elizabeth e Mary. A primeira parece esquecer-se que Anne existe a segunda, abusa da sua boa vontade e paciência.  
Mas Anne tem algo mais no seu passado, algo que quase todos desconhecem e que a fez sofrer em silêncio - oito anos antes (do ano em que se passa o enredo), Anne e Fredrick Wentworth amavam-se e pretendiam casar, o que não aconteceu pois Anne foi persuadida a não aceitar. 
O que mais admiro em Anne Elliot são a sua constância (mesmo depois de tantos anos continua a amar Fredrick sem nunca o ter esquecido) e a sua lealdade. Anne é uma mulher inteligente e sensata, que com o tempo, adquire maturidade para não se deixar persuadir tão facilmente como na sua juventude e demonstra verdadeira coragem e desenvoltura em situações que assim o exigem. Creio que o carácter reservado de Anne provem, não da sua personalidade, mas de uma certa melancolia resultante do facto de ser constantemente ignorada e subestimada, o que acresce ao sofrimento interior provocado pela certeza de ter perdido o amor da sua vida. Mesmo assim, é sempre doce e nunca perde as estribeiras.
Anne é-me uma personagem muito querida, não porque me identifique muito com ela, mas porque admiro as suas qualidades e gostei muito de as ver recompensadas com uma segunda oportunidade, no livro.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Os Crimes da Rua Morgue - Edgar Allan Poe



Sinopse:
Os Crimes da Rua Morgue é considerado por muitos como a primeira obra policial de sempre. 
Mãe e filha são encontradas mortas num edifício situado na rua Morgue, uma artéria ficcional parisiense. As vítimas foram brutalmente assassinadas e a sala onde foram descobertos os cadáveres encontra-se trancada por dentro. Para adensar o mistério, os vizinhos alegam ter ouvido o assassino a falar numa língua estranha que ninguém consegue identificar. Quando um homem é acusado do crime, C. Auguste Dupin, um indivíduo solitário e de aguçada inteligência, oferece-se para ajudar a polícia de Paris a resolver este caso aparentemente sem solução e impedir que um homem inocente seja preso por um crime que Dupin acredita que ele não cometeu. Um pêlo encontrado junto dos corpos leva-o a crer que o assassino poderá não ser humano…
Neste volume, encontra-se também outro caso protagonizado por C. Auguste Dupin, O Mistério de Marie Rogêt.

Opinião:
Sou fã incondicional de literatura policial, portanto não poderia deixar de ler o conto que é considerado a primeira obra do género. Por acaso nunca tinha lido nada de Edgar Allan Poe que é reconhecido mundialmente como mestre da literatura gótica e pelo uso recorrente da morte nas suas obras ( e por isso é que eu não tinha lido nada...), mas os dois pequenos contos deste volume são muito misteriosos e ambos os casos muitos interessantes. O detective (o primeiro!) apresenta capacidades dedutivas e  de observação superiores, tal como acontece com detectives literários de obras posteriores, como os famosos Sherlock Holmes e Hercule Poirot, embora não tão "apuradas", por assim dizer. Os desfechos de ambos os contos são muito bem conseguidos, no entanto, não consegui sentir o entusiasmo genuíno que normalmente acompanha a leitura de um bom policial. Não me entendam mal, a escrita é no mínimo brilhante e "bate tudo certo" no final, só acho que ambas as histórias pecam pelo tamanho reduzido, o que impede que haja um maior envolvimento do leitor ao longo da narrativa. De modo geral, gostei bastante e fiquei com vontade de ler outros contos do autor cuja escrita me encantou. Recomendo!

Classificação: 4/5


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Filme- Water for Elephants


Sinopse (do SAPO Cinema) :
Durante a Grande Depressão, Jacob, um desafortunado estudante de veterinária de 23 anos, aproveita a sua experiência e técnica com animais para se associar a um circo ambulante. A sua vida complica-se quando conhece e se apaixona por Marlena, uma das atracções femininas do show, mulher do carismático mas instável patrão da companhia.

Opinião: 
Desde criança que tenho um grande fascínio pelo circo e uma das memórias que mais tesouro é a da  primeira vez que vi um espectáculo circense. Só tenho um senão - não gosto de números com animais. E não é que não goste de os ver e admirar, é só que acho que os animais não foram feitos para estar em jaulas e serem as bestas amestradas de um qualquer homenzinho com um chicote. Com isto na ideia, não tinha a certeza se gostaria de ver este filme, mas como ouvi tantos elogios, achei melhor comprovar e ver por mim. Não podia ter ficado mais satisfeita por ter dado uma oportunidade a este maravilhoso filme que nos conta a vida de um homem que, à procura de uma nova oportunidade depois de ter ficado sem nada, vai parar a um circo. 
Jacob tem como função tratar dos animais e quando chega Rosie, um elefante amestrado, começa a aproximar-se cada vez mais de Marlena, a mulher do dono do circo (um estrondoso Christoph Waltz!), pois é ela quem vai entrar no número com Rosie. 
Fiquei muito surpreendida com o Robert Pattinson que, como toda a gente sabe, anda perdido pelo mundo dos vampiros há já algum tempo e que, na minha opinião, tem muito mais talento do que o que mostra a fazer de morto...  
Quanto à Reese Witherspoon, penso que esteve muito bem, mas nada de genial. O Christoph Waltz para mim teve a grande performance do filme como o violento antagonista August. Raramente tenho visto um actor tão talentoso, para mim foi a alma do filme, embora o personagem fosse odioso. Quando virem o filme, perceberão o que quero dizer, não quero adiantar spoilers .
Este filme não é uma obra brilhante, mas a estória é agradável e interessante, tem romance na dose certa, gostei da temática do circo, dos cenários e do guarda-roupa. 
Um filme para ver e rever, considero que,apesar de não ter sido o melhor filme que já vi, ficou um dos meus preferidos pela facilidade com que me prendeu e pela beleza da história. Recomendo!

Classificação: 4/5

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Assassinato de Roger Ackroyd - Agatha Christie


Sinopse:
Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenera o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vítima de chantagem. Agora, que as trágicas notícias sobre a sua morte apontavam para um suícidio por overdose, eram muitas as perguntas que pareciam não ter resposta. Mas quando pensava estar perante as primeiras pistas sobre o caso, Ackroyd ver-se-ía envolvido num homicídio brutal: o seu! O Dr. Sheppard, médico da aldeia, fala então com o vizinho, um detective reformado que escolhera o campo para passar tranquilamente os seus últimos anos de vida. A escolha não podia ser mais acertada pois o pacato vizinho era nem mais nem menos que o belga Hercule Poirot.

Opinião:
Ao bom estilo de Agatha Christie, este livro encontra-se repleto de crime, mistério e suspense. Mais uma vez, encontrei Hercule Poirot e as suas "célulazinhas cinzentas" no meio de um homicídio aparentemente insolucionável, desta feita a morte de Roger Ackroyd, um rico proprietário rural. De um leque de possíveis suspeitos, o verdadeiro culpado é uma grande surpresa, o que torna esta obra genial um "must read" da literatura policial, principalmente para quem aprecia a obra da autora. Agatha Christie tece um enredo viciante- não consegui pousá-lo! - capaz de pôr também as nossas células cinzentas a trabalhar! É um livro muito bom, a escrita e as pequenas pistas deixadas ao longo da narrativa são coerentes e muito bem colocadas. Embora continue a preferir "Um crime no Expresso do Oriente", este também tem uma boa estória e muito mistério! Recomendo sem reservas.

Classificação : 5/5

Flores na Tempestade - Laura Kinsale


Sinopse:
Christian era um dos homens mais brilhantes e sedutores da alta sociedade inglesa. Um libertino que despertava paixões avassaladoras até que um trágico ataque o condena a um mundo de silêncio, sombras e loucura. Christian perde a capacidade de falar e a família coloca -o num sanatório , crente de que perdeu a razão. Maddy, de nascimento modesto e com um a alma simples e generosa , fica presa a este homem que lhe desperta sensações novas . Um homem que oscila entre a raiva e a frustração de estar preso ao silêncio, que a repele, mas que necessita da sua atenção e do seu carinho para o tirar daquele tormento solitário. A amizade que nasce entre os dois transforma-se num amor arrebatador. Fonte de necessidade , de desejo … e de uma paixão redentora. Laura Kinsale, autora best-seller norte-americana, traz-nos um dos romances de amor mais belos e originais de sempre. Uma história apaixonante e inesquecível que se converteu numa das novelas românticas mais elogiadas pela crítica e pelo público em todo o mundo.

Opinião:
Peguei neste livro com a expectativa de encontrar mais um romance sentimentalista lamechas (não me interpretem mal - também gosto de romances sentimentalistas lamechas ;D ) com a mesma estrutura narrativa de sempre ("boy meets girl", etc. etc.) mas, na realidade fiquei bem surpreendida com o rumo que o livro tomou e nunca, ao abri-lo pensei que me perderia nas suas páginas da forma como o fiz. 
A estória é distinta de tudo o que alguma vez li e a construção dos personagens foge do banal, resultando em figuras muito humanas e únicas. Para mim esta conjugação tornou o livro muito interessante e amei ver a evolução da relação entre Jervaulx e Maddy e a forma como o amor que têm um pelo outro os ajuda a tornarem-se melhores pessoas.Outra coisa de que gostei foi a forma sublime como o livro me transportou para outra época, neste caso, a época  vitoriana.Gostei muito desta estória de amor tão peculiar e recomendo vivamente!
Agradeço à minha amiga Sahra pelo empréstimo!

Classificação: 5/5


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Theme Thursday - Números

Theme Thursdays é uma rubrica semanal, que funciona de quinta a quinta, organizada pela kavyen do blog Reading between Pages. 

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Um tema será colocado online todas as semanas (à quinta)
  • Pegar no livro que estamos a ler e escolher uma conversa/fragmento/frase
  • Mencionar o autor e o título do livro no post
  • É importante que o tema seja mencionado na frase (embora esta não tenha, necessariamente, de conter a palavra)
O tema desta semana é - NÚMEROS



" - A propósito, Parker, tem a certeza que estavam dois copos na bandeja, naquela noite? Para quem o segundo? "

in "O Assassinato de Roger Ackroyd" de Agatha Christie

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Música do dia - Caro Emerald: Back it up


Caro Emerald é uma cantora jazz holandesa que tem feito sucesso na Europa. Aqui fica uma das minhas músicas preferidas do seu álbum de estreia "Deleted Scenes from the Cutting Room Floor".

terça-feira, 7 de junho de 2011

Maravilhas da Sétima Arte - Roman Holiday (1953)


Sinopse (IMDB) :
Uma aborrecida e sobre-protegida princesa foge dos seus protectores e apaixona-se por um jornalista americano, em Roma.

Opinião:
Muita gente foge a sete pés de filmes antigos (" Eh pá, um filme a preto e branco... Esquece! Que seca..."), infelizmente eu também já fui uma dessas pessoas, mas desde que vi o "Rebecca" do Alfred Hitchcock (o livro é maravilhoso), volta e meia dá-me para ver um filme antigo, mesmo que seja assim muito "cheesy" e dramático. Na verdade gosto muito de cinema e  alguns dos melhores filmes que já vi eram a preto e branco. 
Pois este "Roman Holiday" é uma comédia romântica com "classe", muito divertida e fácil de ver,  recheada de situações engraçadas enquanto Ann e Joe percorrem a cidade de Roma. 
Um dos motivos principais que me levou a ver este filme foi  a presença de Audrey Hepburn; gosto sempre dos filmes em que ela entrou, era uma actriz muito talentosa, com muita classe. Já o Gregory Peck, eu conhecia de nome, mas nunca tinha visto nenhum filme com ele. Em primeiro lugar fiquei fã do trabalho do senhor e em segundo lugar já não se fazem homens assim! 
Devo dizer que ri muito com o filme e, no geral, gostei muito. Fiquei um bocadinho desapontada com o final, que estragou o romanticismo do filme, mas bom, tinha de ser assim.
Vejam, que vale a pena!

Classificação: 4/5

Música do dia - The Beatles : I want to hold your hand


Uma canção bem-disposta que me faz lembrar o Verão!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Meme Literário (1)

1- Existe um livro que leias e releias várias vezes?
Sim, na realidade existe até mais do que um. Tenho por hábito reler os livros de que mais gostei, como por exemplo "Jane Eyre" de Charlotte Bronte , "Rebecca" de Daphne DuMaurier , "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen e "Chocolate" de Joanne Harris.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Aconteceu-me isto com três livros, se bem me lembro. O primeiro foi "O afinador de pianos" de Daniel Mason; comprei este livro com boas expectativas, mas achei-o muito monótono e não gostei da escrita do autor... Vi-me obrigada a vendê-lo... O segundo foi "O fim da aventura" de Graham Greene que, pensando bem, talvez fosse demasiado nova para entender  e acabei mesmo por desistir, talvez ainda consiga lê-lo um dia. O outro foi "O Memorial do convento" de José Saramago e parece-me que só não o consegui ler porque era obrigatório lê-lo na Escola Secundária... mas também era muito monótono.

3 - Se escolhesses um livro para o resto da tua vida, qual seria ele?
Não tenho a certeza se gostaria de ler o mesmo livro para o resto da minha vida, mas se tivesse mesmo de escolher, talvez um livro da Agatha Christie. Qualquer um!

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que por algum motivo nunca leste? 
"Oliver Twist" de Charles Dickens e "Anne of Green Gables" de Lucy Maud Montgomery.

5 - Que livro cuja "cena final" jamais conseguiste esquecer? 
"Cem anos de solidão" de Gabriel García Márquez, um livro incomum, com um final único.

6 - Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura? 
Sim, comecei o meu hábito de leitura bastante nova. Lembro-me de ler os livros da  "Anita", "O colégio das quatro torres"  e "O Principezinho" quando era mais pequena, mas alguns anos mais tarde comecei a ler as colecções "O Clube das Chaves", "Uma Aventura" e "Harry Potter".

7 - Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê? 
"Madame Bovary" de Gustave Flaubert, principalmente porque não me identifiquei nada com a personagem principal, que me irritou até ao final do livro e porque não achei muita piada ao desenrolar da história.

8 - Indica alguns dos teus livros preferidos. 
Sem qualquer ordem:
Jane Eyre de Charlotte Bronte
Orgulho e Preconceito de Jane Austen
Persuasão de Jane Austen
Um crime no expresso do Oriente de Agatha Christie
Cinco Suspeitos de Agatha Christie
Rebecca de Daphne Du Maurier
A Rapariga que roubava livros de Markus Zusak
Memórias de uma gueixa de Arthur Golden
Cem Anos de Solidão de G.G. Márquez
Expiação de Ian McEwan
Uma Rapariga dos anos 20 de Sophie Kinsella
A Imperatriz Orquídea de Anchee Min
As Luzes Brancas de Paris de Theresa Révay
Corações em Silêncio de Nicholas Sparks


9 - Indica 10 blogs para o meme literário
Qualquer pessoa que queira participar.

Notícias em primeira mão



Passados quase dois meses desde que iniciei este blog, senti a necessidade de escrever para além da minha opinião acerca de livros e filmes, foi por isso que decidi criar um novo blog. Claro que vou continuar com este e vou postar com tanta frequência como tenho feito, mas queria ao mesmo tempo desenvolver um conceito diferente e foi por isso que criei o Girl in the mirror. Visitem se estiverem interessados!
O endereço é : http://rapariganoespelho.blogspot.com/
Espero que gostem!
Beijinhos e boas leituras!
Luh

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Theme Thursday - Cores

Theme Thursdays é uma rubrica semanal, que funciona de quinta a quinta, organizada pela kavyen do blog Reading between Pages. 

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Um tema será colocado online todas as semanas (à quinta)
  • Pegar no livro que estamos a ler e escolher uma conversa/fragmento/frase
  • Mencionar o autor e o título do livro no post
  • É importante que o tema seja mencionado na frase (embora esta não tenha, necessariamente, de conter a palavra)
O tema desta semana é - CORES




"As flores amontoavam-se em enormes ramalhetes cheios de cores, vermelhas, alaranjadas e brancas com tonalidades rosa. Atingiam uma grande altura e mostravam todo o seu esplendor outonal."

pág. 127 "Flores na Tempestade", Laura Kinsale

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Abadia de Northanger - Jane Austen





Sinopse:
"Quem tivesse visto Catherine Morland em criança, nunca poderia supor que nascera para heroína.” Até receber o convite da família Allen para passar uns dias no balneário de Bath, em Inglaterra, a jovem Catherine sentia-se amaldiçoada pela sorte. Todavia, nas termas descobre um mundo até então desconhecido e deixa-se seduzir pelos longos passeios, pelas compras, pelo teatro e pelos bailes bem frequentados. Completamente rendida à vida mundana, Catherine faz-se amiga da bela Isabella Thorpe e perde-se de amores por dois dos mais distintos jovens da cidade: o simpático John Thorpe e o espirituoso Henry Tilney. Mas é na visita à Abadia de Northanger, propriedade ancestral dos Tilney, que a nossa heroína, fascinada pelos romances góticos, vai viver a sua maior aventura. Mergulhada no espírito sinistro da majestosa mansão e completamente toldada por visões romanescas, Catherine imagina crimes, mistérios e conspirações. Serão as suas fantasias verdadeiras?"

Opinião:
Talvez este não seja o romance mais caprichoso ou mais admirável de Jane Austen, o que se deve, muito provavelmente ao facto de ter sido o primeiro que escreveu, e como tal a sua escrita denuncia uma visão menos madura e apurada que em obras posteriores, no entanto, esta é de entre as suas obras, a mais humorística e com a heroína mais despistada. Catherine Morland não é nem bonita, nem rica, nem culta e não tem qualquer experiência em sociedade, transporta os romances góticos que lê para a vida real e, como tem uma imaginação hiperactiva, imagina as situações mais atrozes. Como herói, temos Henry Tilney, basicamente o oposto de  Catherine, é mais velho, bonito e culto, bem-falante, vem de uma família rica e de renome e tem um sentido de humor muito apurado.  
Este livro faz um bom retrato do oportunismo e da ganância, das falsas amizades e da rudeza e de como uma rapariga ingénua e de boas intenções se deixa enganar pelas aparências e pela sua falta de experiência. Catherine é, mesmo assim, uma jovem confiável, bondosa e honesta, bastante divertida e inteligente cuja maior fraqueza está em só ver o bem em toda a gente. Apaixona-se rapidamente por Henry e este, só bastante tempo depois começa a ter intenções românticas para com ela. 
Este livro agrada-me particularmente devido à atmosfera descontraída, à personalidade despistada de  Catherine e basicamente tudo o que tenha que ver com Henry Tilney, que é essencialmente o retrato do homem perfeito. Não pude deixar de me irritar com o comportamento constantemente grosseiro e com as falsidades dos irmão Thorpe (John e Isabella) e com a indiferença e estupidez de Mrs. Allen e, a certo ponto do enredo, fiquei mesmo a odiá-los, e acho que o propósito da autora era mesmo esse.
Acho que o facto da heroína ler muitos romances góticos e de muitas situações servirem para os parodiar, dá um tom muito mais satírico à estória, o que me agradou bastante. 
É um livro de que gostei bastante e que recomendo, principalmente a quem goste de ler Jane Austen, mas que não incluiria na categoria das suas melhores obras, não deixando de ser um bom livro.


Personagens preferidas:
Henry Tilney 
Catherine Morland
Eleanor Tilney


Classificação: 4.5/5