quinta-feira, 26 de maio de 2011

Theme Thursday - Conversa

Theme Thursdays é uma rubrica semanal, que funciona de quinta a quinta, organizada pela kavyen do blog Reading between Pages. 

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Um tema será colocado online todas as semanas (à quinta)
  • Pegar no livro que estamos a ler e escolher uma conversa/fragmento/frase
  • Mencionar o autor e o título do livro no post
  • É importante que o tema seja mencionado na frase (embora esta não tenha, necessariamente, de conter a palavra)
O tema desta semana é - CONVERSA

"-Que bem que o seu irmão dança!- exclamou a ingénua Catherine,quase no fim da conversa,o que surpreendeu e divertiu a sua companheira.
-Henry!-replicou ela,rindo.- Sim,dança muito bem.
-Ele devia ter achado ridículo que eu lhe dissesse estar comprometida, naquela noite do baile, e ver-me sentada. Mas era verdade, estava comprometida com o Sr.Thorpe.
Eleanor Tilney limitou-se a baixar a cabeça.
-Não calculas como me admirei - continuou Catherine, depois de um momento de silêncio.-, por voltar a vê-lo. Estava convencida que já se tivesse ido embora."

                                        pág.70, "A Abadia de Northanger", Jane Austen

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Música do dia - Raphael: Caravane

Filme- The Jane Austen Book Club



Sinopse:
Seis Californianos iniciam um clube para discutirem as obras de Jane Austen, apenas para descobrirem que as suas relações - tanto as antigas como as recentes- se começam a parecer com versões do século 21 dos 
seus romances. 

Opinião:
Não sendo um filme de qualidade superior é,para o género em que se inclui, um filme muito agradável de ver. Consegui envolver-me nas histórias de cada um dos personagens, que são muito distintas umas das outras. O que torna o filme interessante é ver o desenvolvimento da vida de cada um deles à medida que lêem os romances de Jane Austen e a forma como estes os influenciam. Não tem um carácter previsível, o que lhe confere interesse acrescido. Eu confesso que o filme me chamou a atenção porque sou admiradora da obra de Jane Austen, mas parece-me que pode agradar a quase todas as pessoas.

Classificação: 4/5

Trailer



terça-feira, 24 de maio de 2011

Persuasão- Jane Austen



Sinopse:
É em «Persuasão», o último romance acabado de Jane Austen, que encontramos a sua heroína mais notável - Anne Elliot. Sobre ela escreveu, um dia, a autora: "ela é quase demasiadamente boa para mim." No entanto, naquela que é a sua obra mais amadurecida, que descreve uma órbita de afastamento nítida em relação ao tom predominantemente satírico dos seus anteriores romances, Austen trata o carácter e os afectos da protagonista de uma forma que, sem perder totalmente de vista a ironia é, sem sombra de dúvida, muito mais terna, e anuncia já uma percepção mais aberta e dinâmica da personalidade e comportamentos humanos. Uma história de amor, desenvolvida com profundidade e subtileza, proporciona o campo ideal para um estudo refletido, que sustenta na sua linha de horizonte o complexo relacionamento entre os dois sexos, e no qual homem e mulher surjem como seres moralmente análogos.

Opinião:
Antes de mais devo dizer que me surpreendi muito com este livro, não estava remotamente à espera de ficar tão fascinada pela história e pela personalidade de Anne. Mas assim foi e sinceramente, acho que é um dos melhores livros que já li. Anne é uma mulher sensata e madura que, com 27 anos, reencontra o amor da sua juventude,que na realidade nunca esqueceu e amou durante os 8 anos de separação. Oito anos antes, Fredrick Wentwort e Anne Elliot tinham-se apaixonado e pretendiam casar, mas Anne foi persuadida a não prosseguir com o noivado, pois Fredrick não tinha nem título ou fortuna que lhe pudesse oferecer. Agora, quando o vê depois de tanto tempo,oficial da Marinha e com alguma fortuna que o recomende, sente-o distante e frio, quase indiferente e até o julga apaixonado por outra mulher. Como em todos os romances de Jane Austen, há um momento em que os sentimentos tomam conta dos personagens e estes deixam-nos transparecer; nesta história também isso acontece, com a diferença de este ser um casal muito mais maduro, com oito anos de constância no que sentiam um pelo outro, e tão parecidos e apegados  que conseguem reconhecer amor um no outro. No final, ficarem juntos é a recompensa que ambos mereciam pelo amor dedicado e a compensação por tudo o que lhes tinha sido tirado. 
Este livro está escrito com uma sensibilidade que me tocou muito; Anne é tão sensata, carinhosa e inteligente que é quase impossível não sentir uma afinidade com ela, como se a conhecesse-mos. 
Para além disso, Jane Austen presenteia-nos com uma crítica sublime aos costumes sociais frívolos da época.
É sem dúvida, um dos meus livros preferidos. Recomendadíssimo!

Personagens preferidos:
Anne Elliot
Fredrick Wentworth
Comandante Harville
Louisa e Henrietta 

Classificação: 6/5 (5 pareceu-me pouco...)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Música do dia: Angelica ( Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides OST)

Composição de Hans Zimmer, com participação especial de Rodrigo y Gabriela, um duo de guitarristas mexicanos extremamente talentosos.

Filme - The Prestige (2006)



Sinopse
No final do século dezanove, em Londres, Robert Angier, a sua amada esposa Julia e Alfred Borden são amigos e assistentes de um ilusionista. Quando Julia morre acidentalmente durante uma "performance", Robert culpa Alfred pela morte e eles tornam-se inimigos. Ambos se tornam ilusionistas famosos e rivais, sabotando as performances um do outro, em palco. Quando Alfred realiza um truque bem-sucedido, nunca antes visto, Robert torna-se obcecado por tentar descobrir o segredo do seu rival, com trágicas consequências.   

Opinião:
Andava para ver este filme há muito tempo, já mo tinham recomendado e já tinha lido críticas muito favoráveis, então ontem à noite decidi a vê-lo. 
O filme todo tem uma atmosfera de mistério e o facto de ser um filme de época (passa-se na Londres Vitoriana) completa esse efeito. O que começa por ser uma disputa entre dois ilusionistas, acaba por se tornar numa obsessão e num jogo de vida ou morte. Claro que o filme, em muitos aspectos, não faz sentido sob um ponto de vista realista, a certa altura deixa de ser um filme apenas sobre um crime e dois ilusionistas e passa a ter um carácter mais "sci-fi".
Na minha opinião, é um filme muito bem conseguido, mais uma das grandes realizações de Christopher Nolan. Tem um roteiro inteligente, com uma estória interessante que me prendeu e personagens sólidas, interpretadas por actores que conseguiram captar a obstinação, obsessão e sordidez necessárias. Christian Bale, como sempre, esteve espectacular e foi o meu preferido de entre um vasto rol de actores (desde Hugh Jackman a Scarlett Johansson, passando por Michael Caine).
Outra coisa de que gostei bastante foi de ver como o ilusionismo se desenvolveu na época, as invenções engenhosas e maquinarias por trás dos truques. Recomendo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Música do dia: Ellie Goulding - Guns and Horses

Theme Thursday - Pessoa do sexo masculino

Theme Thursdays é uma rubrica semanal, que funciona de quinta a quinta, organizada pela kavyen do blog Reading between Pages. 

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Um tema será colocado online todas as semanas (à quinta)
  • Pegar no livro que estamos a ler e escolher uma conversa/fragmento/frase
  • Mencionar o autor e o título do livro no post
  • É importante que o tema seja mencionado na frase (embora esta não tenha, necessariamente, de conter a palavra)
O tema desta semana é - PESSOA DO SEXO MASCULINO (descrição de um homem/rapaz)




"A vaidade constituía o princípio e o fim do carácter de Sir Walter: vaidade da sua pessoa e dos seus pergaminhos.Tinha sido extraordinariamente belo na sua juventude,e,aos 55 anos, era ainda um homem muito atraente. Poucas mulheres se preocupavam mais com o seu aspecto do que ele (...). Considerava a bênção  da beleza apenas inferior à de um baronato; e, Sir Walter (...) possuía ambas(...) 


pág.6, "Persuasão" , Jane Austen 


Quero ver!!! Piratas das Caraíbas: Por estranhas marés



Estreia hoje!! Mal posso esperar por vê-lo. Desde o lançamento do primeiro filme d' "Os Piratas das Caraíbas" que sigo as aventuras de Jack Sparrow(o meu preferido) e fiquei muito satisfeita quando soube que o novo filme da saga teria Jack como personagem central. Sinceramente já estava um tanto ou quanto farta dos altos e baixos da relação do Will e da Elizabeth ao longo dos filmes e além disso não fiquei muito contente como ela acabou por ficar. O Johnny Depp já provou em muitas ocasiões o porquê de ser  considerado o actor mais versátil da sua geração, e parece-me que vai continuar a fazê-lo neste filme. Cada vez fico mais convencida que é o meu actor actual preferido, e também é esse um dos motivos por estar tão ansiosa para ver o filme. Para além disso, Geoffrey Rush torna a aparecer como Capitão Barbossa, outro dos meus preferidos na série e um actor realmente dotado(gostava que tivesse ganho o Óscar este ano, achei-o fantástico no "Discurso do Rei"), o Ian McShane(Pilares da Terra, em que esteve brilhante), como Black Beard e Penélope Cruz como Angelica (o interesse amoroso de Jack). 

Sinopse( retirada do IMDB) :

Jack Sparrow and Barbossa embark on a quest to find the elusive fountain of youth, only to discover that Blackbeard and his daughter are after it too.

Jack Sparrow e Barbossa embarcam numa busca à ilusória fonte da juventude, apenas para descobrirem que Blackbeard e a sua filha estão também à procura dela.

Trailer :

domingo, 15 de maio de 2011

Heroína Literária do Mês: Elizabeth Bennet


Quem é que nunca ouviu falar do maravilhoso livro "Orgulho e Preconceito"? Escrito pela emblemática autora inglesa Jane Austen, no início do século dezanove, é um dos mais amados clássicos literários de sempre, quer seja pela história envolvente e pelo ambiente romântico ou pela protagonista rebelde e perspicaz. Elizabeth Bennet é essa protagonista. 
Elizabeth (mais conhecida por Lizzy), é a segunda de cinco filhas de um casal extremamente disfuncional e é considerada pelo pai a mais vivaz de todas elas. Dona de uma personalidade muito forte, desafia os costumes da época na sua forma de encarar o casamento, que na sua opinião deve apenas acontecer quando existe amor e não, como era comum na altura, como um meio de buscar riqueza ou estatuto social. É também uma mulher orgulhosa e inteligente, muito divertida e, por vezes, bastante impertinente.Elizabeth é considerada uma das jovens mais bonitas da zona onde vive, com boa compleição e olhos muito bonitos. 
Mas, é quando Mr. Darcy chega a Meryton que começa a verdadeira trama do livro, e Elizabeth vê-se confrontada com um homem que, à primeira vista, lhe parece tão arrogante e preconceituoso que se lhe torna insuportável. No decorrer do livro, Elizabeth e Darcy têm oportunidades para se conhecerem melhor, encontrarem o amor e desfazer ideias pré-concebidas. Elizabeth acaba por beneficiar do contacto com um homem leal e bondoso como Darcy e torna-se também mais comedida.
Lizzy é uma personagem que não se esquece, por ter uma mente independente e por ser uma heroína inteligente e agradável, mas que comete erros, muitos eles de julgamento, o que torna mais fácil relacionarmo-nos com ela pois também tem falhas. No entanto,acaba por se redimir pois tem uma natureza justa e admite os seus erros, quando se apercebe que os cometeu. 

Uma rapariga dos anos vinte - Sophie Kinsella



Sinopse:
Lara sempre teve uma imaginação muito fértil, mas agora, questiona-se se não estará a ficar louca. As raparigas normais de vinte anos simplesmente não vêem fantasmas! Inexplicavelmente, o espírito da sua tia-avó Sadie - sob a forma de uma rapariga ousada, exigente e dançarina de Charleston - apareceu-lhe para fazer um último pedido: Lara deve encontrar um colar que se encontra desaparecido para que Sadie possa descansar em paz. 
Lara já tem problemas que cheguem na sua vida. A sua nova empresa está em declínio, o seu melhor amigo e parceiro de negócios fugiu para Goa e acaba de ser abandonada pelo amor da sua vida. 
Mas à medida que Lara passa tempo com Sadie, a vida torna-se mais fascinante e a caça ao tesouro transforma-se em algo intrigante e romântico. Poderia o fantasma de Sadie ser a resposta para os problemas de Lara? Poderiam duas raparigas de épocas diferentes aprender algo especial uma com a outra?

Opinião:
Este livro é tão "giro" que nem sequer sei bem o que dizer!
A protagonista desta história é Lara, uma rapariga com uma vida extremamente confusa, que se complica ainda mais quando dá de caras com o fantasma da sua tia-avó Sadie, acabada de falecer, que lhe aparece como tinha sido na sua juventude - uma rebelde e autoritária típica mulher dos "Loucos anos 20". Assim, Lara depara-se com uma exímia dançarina de Charleston, que gosta de dar dicas (ultrapassadas) de moda e maquilhagem e de se intrometer na vida alheia. A história tem várias reviravoltas engraçadas enquanto Lara e Sadie se conhecem melhor e estabelecem uma verdadeira amizade. Dei por mim a rir às gargalhadas em algumas partes, enquanto que noutras alturas fiquei com bastante pena de Sadie.  
No final fiquei com a impressão de que este livro tem de tudo e mais alguma coisa, de modo que pode agradar a muita gente. É do género de livros que não nos diz nada que ainda não saibamos, mas mesmo assim não dá uma sensação de déjà - vu. Realmente, vale mesmo a pena ler. Não tenho outra palavra para o descrever, a não ser : FANTÁSTICO! 
A única coisa que acho que podia ter sido melhor explorada foi a relação da Lara e do Ed, além disso a capa    da edição portuguesa não é muito apelativa, gosto mais da inglesa. 

Personagens preferidos:
Sadie Lancaster 
Ed Harrisson 
Lara Lington

Classificação: 5/5

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Theme Thursday - Pessoa do sexo feminino

Theme Thursdays é uma rubrica semanal, que funciona de quinta a quinta, organizada pela kavyen do blog Reading between Pages. 

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Um tema será colocado online todas as semanas (à quinta)
  • Pegar no livro que estamos a ler e escolher uma conversa/fragmento/frase
  • Mencionar o autor e o título do livro no post
  • É importante que o tema seja mencionado na frase (embora esta não tenha, necessariamente, de conter a palavra)

O tema desta semana é - PESSODSEXO FEMININO(descrição de uma mulher/rapariga).



"- O rosto tem dignidade, não é verdadeiramente austero (...) É mais alta que o senhor, mas sem que a altura a torne desajeitada.(...) Dá-me a impressão que goza de boa saúde e nem é demasiado magra nem demasiado gorda.(...)
- O cabelo- prosseguiu Jervaulx- é ouro baço, onde a luz da vela o ilumina, e onde não o faz... é mais intenso(...) Usa-o entrançado e enrolado à volta da cabeça(...) Tem uma boca pensativa, muito bonita, que não sorri abertamente com muita frequência.(...) As pestanas são lisas, (...) compridas, (...) fazem com que a cor de avelã dos olhos pareça dourada(...)"
 pág. 39/40 , "Flores na Tempestade", Laura Kinsale

Música do dia - Queen: The show must go on

Os Queen talvez sejam uma das bandas mais amadas pelo público e que agradam tanto a uma geração mais antiga como a nós, os mais jovens. Fica aqui a linda "The show must go on".

Louca por Compras - Sophie Kinsella

Sinopse:
Quando as coisas se descontrolam - os descontrolados vão às compras. Rebecca Bloomwood é louca por compras, está enterrada de dívidas até aos ossos e passa o tempo a tentar escapar ao seu gerente de conta. A sua única esperança é tentar ganhar mais e gastar menos. O seu único consolo é comprar alguma coisa - só mais uma coisinha…

A minha opinião:
Já há muito tempo que não lia um livro tão rápido e tão entusiasticamente como fiz com este "Louca por compras". É uma leitura divertida e tão frugal que sabe tal e qual como uma boa ida às compras!
Becky Bloomwood é uma jornalista financeira, como tal passa a sua vida a escrever artigos sobre economia e a dizer às pessoas como organizaram as suas finanças, no entanto, não poderia seguir menos os seus próprios conselhos : Becky é uma compradora compulsiva, atolada em dívidas e que, quando consegue fazer alguma poupança se auto-presenteia com mais compras. Estão assim lançados os ingredientes para uma comédia deliciosa com muitas mentiras descaradas, uma protagonista que passa a vida a sonhar acordada e um pequeno quê de romance! Este livro é puro "Chick Lit", eu não sou especialmente apreciadora do género, mas este livro prendeu-me! Recomendo vivamente gostei mesmo muito, a única questão é que Becky é muito frívola e não hesita em mentir para salvar a pele, de resto gostei de tudo!

Personagens preferidos:
Becky, pela sua loucura e as mentiras descaradas que me fizeram rir alto e bom som
Suze, por ser a amiga que está sempre lá (digam o que disserem, todas nós precisamos de uma e não empresto a minha a ninguém :P)

Classificação: 4/5

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Rapariga que roubava livros - Markus Zusak


Sinopse:
Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

A minha opinião:
Terminei a leitura deste livro na noite passada e devo dizer que deixou uma impressão tão grande em mim, que ainda agora penso na história. É sem dúvida um livro que vale a pena mas, aviso já os mais sensíveis : leiam-no com uma caixa de lenços ao lado! Eu, que me considero muito insensível nesse aspecto, não consegui ficar indiferente à história de Liesel tão peculiarmente narrada pela própria morte.
O que mais me marcou ao longo do livro foi sem dúvida a magnífica relação de Liesel com o seu "papá" e as marchas de judeus ao logo de Molching ( e o final é claro!). De um modo geral, a história é contada num tom algo lúgubre e os personagens encontram-se envoltos na aura negra do nazismo- se estão à procura de algo descontraído e de uma leitura "leve", não me parece que este seja o livro adequado. Os momentos mais enternecedores são sem dúvida as "traquinices" de Liesel e Rudy (o vizinho do lado), as sessões de leitura dos livros roubados, com o papá e o desenvolver da amizade entre Liesel e Max, o pugilista judeu.
É um livro que marca a diferença, pela forma como encara a morte, o amor, a amizade e no cerne de tudo o poder da palavra e o amor aos livros.

Personagens preferidos :
Hans Huberman, pelo amor e bondade incondicionais.
Max Vanderburg, por retratar a natureza humana, pela sua história de vida, pela sua vontade de viver e as consequências que sofreu por causa de tudo isso.
Rudy Steiner, pela alegria e vivacidade que traz ao livro.
Liesel Meminger, por ser uma rapariga tão diferente e pelo seu amor aos livros e às pessoas.

Classificação: 5/5